quarta-feira, 12 de março de 2008

Na Cidade das Árvores

Recurso desenvolvido pela Prof.ª Ana Maria Tavares, da Escola Sec./3 Latino Coelho, em Lamego, destinado a todos os alunos interessados pelos temas relacionados com a Natureza

Na Cidade das Árvores . . .

1 - O nascer duma ideia

" Na Cidade das Árvores..." foi um nome que se foi insinuando no pensamento à medida que percorria pela primeira vez este espaço onde me propus delinear um roteiro ecológico. Árvores que pareciam tocar o céu... tal como arranha-céus, árvores que iam surgindo ao longo do passeio agrupadas por espécies... tal como bairros, lagoas numa confluência de caminhos... tal como um rossio; era bem visível a mão do homem... tal como numa cidade, e como na cidade, em cada "bairro" a vida acontecia na sua especificidade e diversidade de "bairro"; e os "bairros" repetiam-se por obra do mesmo "arquitecto"... e apareciam bairros onde a natureza se encarregou de dar o seu toque... ficando a paisagem um pouco mais heterogénea.
Depois foi o pensar o significado que a palavra cidade tem no público para quem se pensava destinar a proposta - alunos do meio predominantemente rural para quem a cidade é algo que provoca fascínio e com quem procuram identificação. Afinal, na Cidade das Árvores muita coisa podia acontecer...



2 - Fundamentação para a proposta

A apresentação duma proposta para um roteiro numa perspectiva de educação ambiental terá que ser enquadrada, necessariamente, no âmbito dum projecto uma vez que a finalidade última daquela é "formar uma população mundial consciente e preocupada com o ambiente e com os seus problemas, uma população que tenha os conhecimentos, as competências, o estado de espírito, as motivações e o sentido de compromisso que lhes permitam trabalhar individualmente e colectivamente na resolução das dificuldades actuais e impedir que elas se apresentem de novo" ( in "Não há bichos-de-sete-cabeças"- Isabel Raposo). A ideia de projecto traz consigo a vontade de que a mudança aconteça, mas duma forma consciente. Assim, numa metodologia de projecto cria-se as condições propícias a essa mudança, dado que esta forma de abordagem envolve interactivamente aspectos importantes da aprendizagem ( afectividade, criatividade, comunicação, aprendizagens prévias); esta aprendizagem feita em contexto sociocultural, dada a sua dinâmica própria, permite a construção dum sistema de valores que contribuem para uma forma de estar diferente no mundo de hoje.
"Na Cidade das Árvores..." pretende ser um projecto que ao crescer ( os projectos também crescem devagarinho, como as árvores!) possa contribuir para se alcançar os grandes objectivos da educação ambiental:
1. tomada de consciência;
2. aquisição de conhecimentos;
3. aquisição de atitudes;
4. desenvolvimento de competências;
5. capacidade de avaliação;
6. empenhamento na participação...
... no que diz respeito à realidade que é a área onde foi delineado o roteiro... e também ao país em que vivemos...


3 - Caracterização morfo-geo-climática do espaço

O roteiro proposto está integrado numa área actualmente designado por Parque Biológico das Meadas que corresponde a uma área de cerca de 50 ha. Este está implantado na Serra das Meadas ( ponta nordeste do maciço de Montemuro - alinhado de SSW para NNE ), a uma altitude que varia entre 910m e 1004m, sobranceiro à cidade de Lamego (que apenas se desenvolve sensivelmente até 600m de altitude).
Em termos climático é uma zona em que os invernos são frios e rigorosos (entre os meses de Novembro e Janeiro habitualmente regista-se queda de neve) e os verões quentes e secos. É de referir os ventos que se fazem sentir, com predomínio dos do quadrante N e NW, que vindos da direcção da Serra do Marão, provocam uma acentuada descida de temperatura, sendo responsáveis pela formação de geada que ocorre com frequência e intensidade entre os meses de Novembro e Março. Igualmente a zona é frequentemente afectada por nevoeiro bastante espesso. Segundo a carta de climatologia duriense (o concelho de Lamego integra a Região Demarcada do Douro) o Parque Biológico encontra-se numa zona pluviométrica que varia entre 1300 e 1100mm.
Geologicamente a Serra das Meadas faz parte dum conjunto de afloramentos graníticos que, concretamente na zona do Parque Biológico, corresponde a um granito alcalino de grão médio, predominantemente moscovítico, sendo visíveis em alguns locais amontoados de caos de blocos.


4 - Um pouco de história

No dia 11 de Março de 1938 o Dec. nº 28517 desencadeou o "Plano de Povoamento Florestal", no qual se previa a florestação de serras e dunas do país; nesse plano o grupo de perímetros designados pela letra M integrava baldios que pertenciam aos concelhos de Lamego, Castro Daire, Vila Nova de Paiva, Moimenta da Beira e Tarouca, correspondendo estes a uma área de 17554 ha; desta área foi previsto, no Projecto Florestal do Perímetro da Serra de Leomil, proceder-se à arborização de cerca de 48.5%, ou seja, 8525 ha. Os baldios de Lamego, situados na Serra das Meadas, iniciavam-se perto da povoação de Dornas e estendiam-se pelas freguesias de Bigorne, Magueija, Penude, Almacave, Avões e Penajoia.
Por volta dos finais década de cinquenta, princípios da sessenta, duma forma geral tinha-se procedido à completa arborização da área em causa, quer pelo estado, quer por particulares.
Posteriormente, a zona sofreu sucessivos incêndios que foram contribuindo para a redução significativa da zona florestada.
Hoje em dia, dessa área, que correspondia ao Núcleo da Serra das Meadas, resta apenas a mancha designada por Parque Biológico da Serra das Meadas.
O Parque Biológico da Serra das Meadas é um projecto da Câmara Municipal de Lamego, que foi entregue à Associação Beira Douro (associação de municípios, à qual pertence a Câmara Municipal de Lamego), para a mesma proceder à sua implementação e desenvolvimento. O projecto, ainda em fase inicial, prevê a recuperação e preservação da área, o povoamento de algumas zonas com a introdução de espécies cinergéticas, bem como a criação dum pequena quinta onde se pretende manter espécies domésticas.


5 – Caracterização biótica da zona

O que é mais chamativo neste espaço, pelas dimensões que podem atingir, são as árvores. Estas, para passeante menos atento, poderão parecer mais ou menos todas iguais, isto é, árvores de folha caduca e árvores de folha persistente. Na realidade são várias as espécies que aqui se podem estudar, apesar da predominância de algumas, para além da diversidade no que toca a fungos, liquens, briófitos, fetos, gramíneas e outras plantas herbáceas e arbustivas.
As árvores, na sua maioria exóticas, foram introduzidas pelos serviços florestais para estudo de adaptabilidade das espécies, uma vez que a área em causa corresponde a um antigo viveiro da Direcção Geral de Florestas, que posteriormente foi desactivado. As espécies presentes apresentam estados de desenvolvimento que são condicionados por factores como altitude, temperatura, luminosidade, humidade, desenvolvimento do solo, exposição ao vento, densidade populacional e proximidade com espécies diferentes.
Igualmente notório é a densidade, o desenvolvimento e variedade de liquens presentes, sendo esta situação um bom indicador da qualidade ambiental deste espaço.
No que diz respeito à fauna podem apreciar-se sem grande esforço de procura, algumas espécies de aves (passariformes e rapaces), insectos e outros invertebrados, para além de pequenos roedores.
Passar-se-á de seguida a descriminar algumas das espécies que houve oportunidade de se identificar.

Árvores
Abeto comum (Abies alba)
Abeto de Douglas (Pseudotsuga menziesii var. menziesii)
Bétula comum (Betula pendula ou Betula alba)
Bétula pubescente (Betula pubescens ou Betula odorata)
Carvalho americano (Quercus borealis ou Quercus rubra)
Carvalho dos Pirineos (Quercus pyrenaica)
Carvalho dos tintoreiros (Quercus velutina ou Quercus tinctoria)
Carvalho roble (Quercus robur)
Castanheiro (Castanea sativa)
Cedro de Atlas (Cedrus atlantica)
Cipreste de Lawson (Chamaecyparis lausoniana)
Larício europeu (Larix decidua)
Pinheiro bravo (Pinus pinaster)
Pinheiro silvestre (Pinus sylvestris)
Pinheiro larício (Pinus nigra ssp. Laricio)
Pinheiro de montanha (Pinus uncinata)
Pinheiro de Monterey (Pinus radiata)
Pinheiro duro (Pinus rigida)
Sicómoro ou Falso Platano (Acer pseudoplatanus)


Arbustos
Azevinho menor (Ruscus aculeatus)
Giesta (Cytisus scoparius L.)
Medronheiro (Arbustus unedo)
Urzes (Calluna vulgaris)
( Erica herbacea)

Herbáceas
Cistopteris (Cystopteris fragilis)
Crocus (Crocus sativa)*
Dedaleira (Digitalis purpurea)
Feto comum (Pteridium aquilinum)
Madressilva (Lonicera periclymenum)
Polipódio (Polypodium vulgare)
Silva (Rubus fruticosus)
Tojo arnal (Ulex europaeus)

Musgos e Liquens
Ceratadon purpureus
Dicranum scoparium
Entodon schreberi
Funaria hygrometrica
Hylocomium splendens
Polytricum commune
Cladonia coccifera
Cladonia rangifera
Cladonia sylvatica
Parmelia physodes
Peltigera canina
Rhizocarpon geographicum
Usnea florida
Xanthoria parietina

Aves
Melro preto (Turdus merula)*
Pisco-de-peito-ruivo (Erithacus rubecula)
Chapim-carvoeiro (Parus ater)
Pardal montês (Passer montanus)

Mamíferos
Esquilo (Sciurus vulgaris)

Por informação obtida junto da delegação regional da Direcção Geral de Florestas, nesta zona é possível encontrar-se lobos (Canis lupus), javalis (Sus scrofa), raposas (Vulpes vulpes) e coelhos bravos (Oryctolagus cuniculos).


6 - Proposta para um possível roteiro

Tendo como pano de fundo o ditado popular "De pequenino é que se torce o pepino", uma educação para o ambiente terá que fazer parte integrante do processo educativo que cresce com o indivíduo e o vai esculpindo de forma que todos esperamos que seja o mais próximo do cidadão ideal. Assim, a proposta que é apresentada foi pensada para alunos que integram o 2º ou o 3º ciclo[1], não só para a disciplina de Ciências Naturais, mas para todas as disciplinas, uma vez que Educação Ambiental não deverá ser mais uma matéria a juntar a tantas outras que os aluno já têm, mas antes uma abordagem sistémica duma realidade que seja, de preferência, próxima. Desta forma torna-se pertinente a construção dum esquema de trabalho em equipa, que envolverá vários parceiros.
Em educação para o ambiente, numa perspectiva de trabalho de projecto, esta deve ser centrada num problema que constitui o objecto/tema de estudo/intervenção; por outro lado este objecto/tema deverá ir ao encontro dos interesses dos alunos. Deste modo, este proposta de projecto não pode ser objecto de uma planificação rígida, o que não significa não sejam definidos objectivos, objectivos estes que ao serem gradualmente alcançados, em diferentes momentos, permitirão aos intervenientes determinar como vai avançando o projecto.

6.1 - Objectivos da proposta de projecto
- Criar condições propícias para o conhecimento dos problemas ambientais da região (desflorestação);
- Criar condições que permitam a compreensão da importância do ambiente no desenvolvimento socio-económico;
- Incentivar o gosto pela conservação do património natural;
- Incentivar o interesse e respeito pelo ambiente;
- Fomentar o gosto pelo trabalho de pesquisa;
- Desenvolver técnicas de trabalho de grupo;
- Aperfeiçoar/desenvolver técnicas de comunicação;
- Criar condições que levem à aquisição de competências necessárias para uma contribuição activa na resolução de problemas ambientais.

6.2 - Momentos do Projecto
Dada a dificuldade que ainda é o deslocamento dos alunos para fora de espaço escola, recomenda-se que a primeira saída ao parque seja precedida dum trabalho preparatório, que possibilite uma optimização do tempo passado no mesmo.
Assim, em espaço de aula (Língua Portuguesa e/ou Ciências e/ou Ed. Visual) poder-se-á passar um pequeno documentário que faça uma primeira apresentação da zona.
Igualmente pertinente será o aprender a usar mapas topográficos, bem como a bússola, para aquisição da competência localização/orientação (Ciências Naturais e/ou Geografia e/ou Ed. Física).
Por último, é de capital importância o aprender como fazer registos em livro de campo (Ciências Naturais e/ou Língua Portuguesa): quando, onde, o quê e como.
Nesta primeira fase pretende-se motivar os alunos, despertar-lhes a sua sensibilidade para o espaço em causa, para que possa ter a lugar a tomada de consciência do problema que é a desflorestação.
Em contexto de uma abordagem sistémica, o estudo que é proposto sobre este ambiente incidirá primeiramente sobre as identificações e os relacionamentos.
O ponto de partida são as árvores: as espécies presentes, a sua localização / distribuição na área em causa, seu aspecto em função da variação da temperatura /altitude e da luz, a forma das copas, a idade das árvores (diâmetro e altura).
Mas a árvore é um ser de "pés assentes na terra": estudar a constituição / características das árvores (folhas, tronco, raízes) e o solo (semelhanças/diferenças em relação a vários parâmetros) onde se encontram implantadas, é a fase que é proposta a seguir.
O estudo do solo mostra que há "vida na terra": descobrir os seres vivos (vegetação herbácea e arbustiva, microflora, vertebrados e invertebrados, fungos) que partilham este meio com as árvores é a proposta que é feita a seguir.
No entanto a "vida no ar" é igualmente outro aspecto a ter em conta: as árvores são a casa de aves, esquilos e de alguns dos insectos que povoam o parque.
Tendo como fio condutor as ideias anteriormente expostas, é de seguida apresentada uma proposta para uma primeira visita ao Parque, para a qual se sugere que se organizem os alunos em dois grupos de cerca de quinze elementos. Quanto a saídas posteriores, as mesmas poderão/deverão ser organizadas e conduzidas de acordo com o interesse dos alunos e as disponibilidades dos professores e as próprias actividades previstas no Projecto Educativo de Escola.

Primeira visita
Nesta primeira visita os alunos organizados em dois grupos farão dois percursos distintos, que quando posteriormente apresentados e discutidos, em grande grupo, possibilitarão uma imagem mais ampla e diversificada da área em estudo.
Na figura encontra-se um mapa do parque onde foram marcados os dois percursos. O grupo 1 fará o percurso assinalado a azul o grupo 2 fará o percurso assinalado a vermelho.
Ambos os percursos permitem percepcionar diferentes espécies arbóreas presentes, os efeitos nas mesmas devido à variação da altitude, da orientação dos ventos predominantes, da luz disponível, da qualidade do solo; pelo facto de se ter procedido a cortes de árvores que caíram devido ao mau tempo, é igualmente possível determinar a idade de árvores de diferentes espécies.
Se houver possibilidade, cada grupo deverá ter um elemento responsável pela captação de imagens, através duma câmara de vídeo ou câmara fotográfica, que poderá fornecer material para trabalhar mais tarde.
Esta visita poderá ser orientada pelo guião que apresentado em anexo, no qual através de um jogo de orientação se pretende que o aluno através duma actividade lúdica, descubra os "bairros" desta "cidade das árvores" e algumas das suas características, desenvolva capacidades de orientação, de observação e de registo de informação e reconheça o valor do trabalho em equipa. Na construção do mesmo, procurou-se ter em conta o nível etário dos alunos, propondo-se actividades, que sem serem exaustivas, possibilitasse a aplicação de competências e conhecimentos anteriormente adquiridos, por um lado, e por outro lado criasse situações que desse oportunidade de surgir novas aprendizagens, bem como o levantar de questões que poderão orientar o desenvolvimento do projecto “Na Cidade das Árvores”.


ANEXOS

UMA AVENTURA NA CIDADE DAS ÁRVORES

Na Cidade das Árvores podes descobrir e fazer muitas coisas.
Hoje propomos-te um passeio. Para o mesmo será conveniente munires-te de roupa e caçado confortável, bem como de um bloco de apontamentos, um lápis preto e vários de cor, sacos de plástico, etiquetas, uma fita métrica, uma bússola... e um pequeno lanche.
No mapa que se encontra nas páginas seguintes encontras um percurso marcado a vermelho/azul que começa junto ao portão 2/8 e termina junto ao portão 8.
Tarefas propostas para o percurso.
1 - Á medida que fores fazendo o percurso, regista, com o auxílio da tua bússola, a direcção que o mesmo toma:
- junto ao portão;
- no ponto 2;
- no ponto 3;
- no ponto 4;
- no ponto 5;
- no ponto 6 (portão 1)
2 - Com a ajuda das figuras que se encontram nas páginas seguintes, descobre algumas das árvores que vivem na Cidade das Árvores.
3 - À medida que fores descobrindo as diferentes espécies de árvores presentes, vai registando no teu mapa as mesmas, bem como sua a abundância relativa .
4 - Durante o percurso, sempre que possível, recolhe dois/três exemplares de folhas, cones (pinhas) e cascas das árvores das árvores que descobrires, identificando cuidadosamente o saco onde guardares esse material.
5 - Quando passares junto ao pequeno ribeiro, regista, com o auxílio da tua bússola, a direcção em que o mesmo corre .
6 - Ao longo do teu passeio terás oportunidade de encontrar troncos de árvores que foram cortados; estes, pela observação da sua secção de corte, possibilita que saibamos a idade das mesmas. Com a ajuda da informação contida na página 30, determina a idade de três tipos de árvores diferentes que habitem na Cidade das Árvores.
7 - Quais são as árvores mais altas da Cidade das Árvores? Junto às lagoas da Cidade das Árvores encontras as condições apropriadas para aprenderes como poderás determinar a altura das árvores; consulta a página 3
8 - Para além do que foi sendo referido anteriormente, poderás fazer registo de aspectos da Cidade das Árvores que despertaram o teu interesse.
9 - Agora que terminaste o percurso proposto, aqui, junto ao portão 8, encontras as condições ideais para descansar um pouco e reflectires sobre o que pudeste ver e registar.
Procura agora, trocando ideias com os teus colegas, dar resposta às questões que são colocadas.
- Quantos metros, aproximadamente, percorreste durante o teu passeio?
- A que altitude se encontra o ponto 3 do teu percurso?
- A que altitude se encontra o local onde te encontras neste momento?
- Porque motivo corre o ribeiro no sentido que determinaste anteriormente?
- Como conseguiste distinguir umas árvores doutras árvores?
- As manchas coloridas que se encontram no teu mapa correspondem à distribuição dos diferentes tipos de árvores presentes no parque. Completa agora o legenda do teu mapa, com base nas tarefas anteriormente propostas para o percurso que fizeste.
- Em que altura do ano cresce mais uma árvore?
- Das árvores que estão presentes na Cidade das árvores quais as que crescem mais depressa?
- Porque motivo árvores que pertencem à mesma espécie não apresentam sempre o mesmo aspecto?
- Imagina-te como alguém que foi incumbido da dar nomes a algumas das "ruas" da Cidade das Árvores"; propõem designações para alguns dos locais por onde passaste.
- Como é o aspecto da paisagem para além dos limites da Cidade das Árvores?
10 - Sugestão: organiza na tua escola, uma exposição sobre as árvores que vivem na Cidade das Árvores.
Podes recorrer a diferentes fontes (guias de identificação, internet, Direcção Geral das Florestas, o material que foste recolhendo...)

Notas:
Quanto mede, em altura, uma árvore?
Existem vários métodos para se determinar a altura duma árvore. Na figura seguinte encontra-se esquematizada uma das formas; precisas de arranjar uma vara com 2 m e uma fita métrica e de trabalhares em equipa com um colega.
Após dares 27 passos uniformes, em linha recta, a partir da base do tronco, pedes ao teu companheiro que segure, na vertical, a vara nesse mesmo local; de seguida, dás mais três passos, a partir da vara, na mesma direcção e sentido.
Deitas-te então no chão e, olhando para o cimo da árvore, indicas ao teu colega a zona da vara que corresponde ao topo da mesma. Como a distância a que estás da árvore (30 passos) é dez vezes superior à que te encontras da vara (três passos), então a altura da árvore será dez vezes superior à altura marcada na vara ( que medirás com a fita métrica)
Outra forma de calcular a altura é recorrendo à projecção de sombras. Espetas no solo uma vara, que saibas a sua altura (por exemplo 2 m - não te esqueças de contar com a zona que se enterra); depois medes a sombra que a mesma projecta no chão. De seguida medes a sombra que é projectada pela árvore de que queres saber a altura; por uma regra de três simples, calculas então a altura da árvore.
Para um calculo mais rigoroso recorre-se ao método representado na figura que se segue, no qual se usa um clinómetro, e que poderás experimentar mais tarde, quando os teus conhecimentos em matemática avançarem um pouco mais.
Altura da árvore : c + (a ´ tg b)
Bibliografia
Durand, Raymond. .(1988).Les arbres. Paris: Éditions Solar.
Edideco. (1995). Portugal Natural. Lisboa: Edideco - Editores.
Gandra, Paulo. (1997). Roteiro do trilho da Corga. Ciência Viva - Patrocíno do Ministério Ciência e Tecnologia.
Guia do Observador. Pássaros. Livros de Bolso Talus - Publicações Anagrama
Giordan, André. (1996). A Educação Ambiental na Europa. Lisboa: Instituto de Inovação Educacional
Giordan, André, Souchon, Christian.(1997). Uma Educação para o Ambiente. Lisboa: Instituto de Inovação Educacional.
Lopes, Conceição. (2000). Aventura pela Floresta. Aveiro: Universidade de Aveiro
Morgado, Fernando, Pinho, Rosa, Leão, Fernando. (2000). Para um Ensino Interdisciplinar e Experimental da Educação Ambiental.. Lisboa: Plátano Edições Técnicas.
Morais, João, Violante, Luís. (1986). Contribuição para uma cronologia dos factos económicos e sociais. Portugal 1926-1985. Lisboa: Livros Horizonte.
Nova, Elisa Vila.(1994). Educar para o Ambiente. Lisboa: Texto Editora.
Oliveira, Luís Filipe. (1995). Educação Ambiental (4ª ed.). Lisboa: Texto Editora.
Pokorný, Jaromír.(1991). Árboles de Europa (2ª ed.). Madrid: Editora Susaeta.
Raposo, Isabel (1997). Não há bichos-de-sete-cabeças. Lisboa: Instituto de Inovação Educacional.
Sauer, Frieder. (1982).Aves Terrestres. Lisboa: Editorial Pública.
Segredos e virtudes das plantas medicinais, (1983). Lisboa: Selecções do Reader´s Digest.
Stastný, Karel. (1990). La vie dans la foret (50ª ed.). Paris: Librairie Grund.
Toman, Jan, Felix, Jirí.(1993). Guia de campo. Madrid: Editora Susaeta.
Teixeira, C. (1969).Carta geológica de Portugal - Notícia explicativa da folha 14-A - Lamego. Lisboa: Serviços Geológicos de Portugal.
Outras Fontes
Carta Militar de Portugal – folha 137. (1998). Lisboa: Instituto Geográfico do Exército.
http://www.dgf.min-agricultura.pt/

[1] Em anexo encontra-se os elemento programáticos das diferentes disciplinas para o 2º e 3º ciclos, proporcionando-se assim uma visão que permita fazer coordenação de actividades

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